16 March 2016

Zoolander 2

Tiração de sarro total rsrsrs!

Mas a pergunta que não quer calar é: será que o povinho da moda entendeu?

Porque é preciso um mínimo de cultura para sacar as piadas rsrsr.

E olha que vai desde cópia deslavada do original, crise de identidade, passando por transporte über, transgênero, eco-chatos, acidentes derivados por pau-de-selfie, poliamor, moda praia e plus size rsrsrs.

Bom, pela sala vazia, penso que só vai bombar qdo sair de cartaz (igual o 1o. filme, que virou cult depois de anoooos) hahahah.

PS- Para entender o inferninho da moda, recomendo o excelente Pret-a-Porter de Robert Altmann (tão irônico quanto)!

11 March 2016

Boa noite, mamãe

Este filme é sensacional e é uma pena não ter concorrido ao Oscar de melhor filme estrangeiro (penso que a Academia fica tão preocupada em promover os bons costumes que esquece que enaltecer a narrativa criativa é tão importante quanto defender um bom tema).

Dois irmãos super-unidos questionam entre si o comportamento obtuso da mãe que acaba de retornar à casa após uma operação no rosto.

Para o espectador e para os meninos, fica a dúvida: será que ela é a mãe deles mesmo?

Ao longo do filme, você vê a 'mãe' cometer uma série de barbaridades, como por exemplo, ignorar e ser até cruel com uma das crianças, jogar um irmão contra o outro, usar de rispidez e tirania... até o jogo virar (sim, crianças podem ser bem cruéis quando lhes convêm).

Uma das cenas mais estarrecedoras é quando os meninos colam a boca da mãe com superbonder (para quem já sofreu um 'acidente' com esse material, sabe do perigo que estou falando)...

O incrível é que as coisas nunca são o que aparentam (isto é um spoiler - o título original já adianta: "ich seh ich seh") rsrsrs...

No decorrer da narrativa, novas informações vão surgindo (uma vergonha para todos nós, que adoramos 'assistir' e formular julgamentos a partir de relances superficiais) até culminar com um final surpreendente!

Ou seja, uma mistura de A fita branca (outro filme austríaco), Everything will be fine e... (não posso dar a última referência, senão você 'mata' a charada) hahaha.

Para entrar intrigado na sala e sair chocado com nossa própria inabilidade em julgar os outros!!!

PS- Vai lá: http://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/critica-boa-noite-mamae-explora-o-suspense-na-quebra-da-confianca-entre-mae-e-filhos
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10 March 2016

Everything will be fine

Sou apaixonada pelo olhar do Wim Wenders (se ele filmar campeonato de bolinha de gude, assisto) rsrsrs.

Mas esse filme, talvez o casting, talvez o tema... não sei.

James Franco interpreta um escritor em crise pessoal e profissional.

Por um vacilo banal, atropela um garoto e o filme mostra toda dor, sofrimento e a maneira de cada personagem lidar com o luto ao longo de 12 anos.

Gosto muito da Charlotte Gainsbourg - na minha opinião, ela imprime bastante veracidade em qualquer papel que interpreta. 

Mas me incomoda a frieza (ou será resiliência) do personagem principal: sua inabilidade em verbalizar os sentimentos e talvez sua acomodação em conviver com pessoas que o paparicam o tempo todo.

Senti falta de hombridade: tem mulher que é mãe ao invés de companheira, tem mulher forte que esconde toda sua fragilidade, tem adolescente buscando a figura de um pai, mas... onde estão os homens maduros?

Bom, ainda assim um pequeno Wenders é um bom filme.

PS- OK, para ler uma opinião mais consistente, vai lá: http://cultura.estadao.com.br/blogs/p-de-pop/nas-asas-de-wenders-ou-por-que-tudo-vai-ficar-bem-e-um-filme-obrigatorio/
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09 March 2016

A paixão de JL

Este documentário sobre o Leonílson é um achado ; ).

Exibido gratuitamente nas salas Itaú de Cinema, o material intercala partes do diário do artista, gravado em K-7 em seus últimos 3 anos de vida, com notícias e referências sobre o que acontecia no mundo e suas obras.

Achei interessante constatar o quanto ele era visceral, o quanto se entregava nos trabalhos e o quão intimamente interligado era o seu mundo interior com o mundo exterior!

Tudo o que acontecia, tudo o que tocava seu coração - absolutamente tudo era matéria-prima, motivo de inspiração.

Fiquei impressionada com a sensibilidade do Leonílson: ele chorava ao ver uma cena de novela bem como a uma reportagem sobre o bombardeio dos Estados Unidos em Bagdá (guerra do Iraque).

Para ter uma ideia do estilo de suas obras, vai lá:

  • http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8742/leonilson
  • http://www.youtube.com/watch?v=FgkzABwtr_8


  • 03 March 2016

    Nossa irmã mais nova

    Que delicadeza ; ).

    Aaaaamo filme japa: é tão sensível, tão cheio de sutilezas.

    Três irmãs jovens descobrem que o pai, que constituiu outra família quando elas ainda eram pequenas, faleceu. No funeral, encontram a irmã mais nova, de 14 anos. E de cara, convidam-na para morar junto.

    Parece um filme banal, de coisas simples, mas penso que a beleza está nos pequenos detalhes: o que elas pensam, o que conversam (e principalmente no que deixam de falar), o cuidado, a observação no comportamento de cada uma...

    E as comidinhas?

    - Oishi!!!

    Comida pura ao coração : ).

    Outra coisa que percebi foi a reverência aos antepassados (preste atenção na crítica: se você não honra seus antepassados, não está apto para viver de maneira plena seus outros relacionamentos).

    Momento-pérola: quando o garoto quer levar a menina de bicicleta para mostrar um túnel e...

    Para ver, aprender e se emocionar ; ))).

    02 March 2016

    45 anos

    Um dos filmes mais depressivos, afff...

    Um casal se prepara para comemorar os 45 anos de casamento.

    A mulher é linda e gentil e o marido parece meio decrépito e desorientado comparado a ela.

    A próxima cena explica: ele acabou de receber uma carta dizendo que encontraram o corpo de sua namorada, perdido há 50 anos nas geleiras da Suíça.

    A partir daí, as máscaras dos dois caem. Ele se revela um walking dead, um corpo sem alma, que não se importa em conviver com cadáveres insepultos. E ela, uma megera sem sentimentos, que manipula o próprio marido.

    Gentem, me diz: casar para quê, se é para viver desse jeito?

    Ninguém está falando que casamento é uma perfeição (sim, existem períodos sombrios), mas não faz o menor sentido ficar junto para atormentar a vida do outro.

    Porque casamento é união de almas e não um estágio para se contentar com o que tem.

    Outra coisa: que festa é aquela? Qual a graça de impressionar gente que você nem gosta?

    O que não entendo é por que as pessoas não podem ao menos ser delicadas, respeitar quem escolheram para dividir a vida, com a mesma reverência que tratam os estranhos!

    Porque só gente babaca confunde liberdade e familiaridade com desculpa para ser grosso, affff...

    01 March 2016

    O abraço da serpente

    Nossa, este filme colombiano é muito bom (mas um pouco hermético tb) rsrsr.

    Um pesquisador alemão pede ajuda a um xamã pois está doente e precisa de uma planta rara para ser curado.

    O filme entrelaça duas histórias: a viagem do pesquisador alemão em busca da cura e a viagem de outro pesquisador que leu o livro do alemão após 40 anos.

    Muito bacana a caracterização dos tipos, aliás, bem vívidos na nossa atualidade: o inocente, o ignorante, o corrupto funcional e o iluminado.

    Porque ser inocente não é desculpa para deixar de exercer a sabedoria.

    E o ignorante precisa deixar o preconceito para abrir a mente e se informar.

    O corrupto funcional é aquela pessoa que parece ser bacana, parece ter entendido como as coisas funcionam, mas distorce e apodrece tudo ao redor, seja  por desrespeito ou simplesmente por ganância.

    Já o iluminado é aquele que é um pouco de tudo, mas é humilde o bastante para admitir e corajoso o suficiente para dar dois passos atrás se necessário. É aquele que não precisa de caapi para sonhar pois tudo o que vive no agora, já é realidade.

    PS- Alerta importante: cuidado para não virar miragem de si mesmo (qdo a sua vida perde o propósito).

    29 February 2016

    Oscar 2016 - lista dos vencedores

    ... and the Oscar goes to:
    BEST PICTURE
    Spotlight - WINNER
    =============================
    ACTOR IN A LEADING ROLE
    =============================
    ACTRESS IN A LEADING ROLE
    =============================
    ACTOR IN A SUPPORTING ROLE
    =============================
    ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE
    =============================
    ANIMATED FEATURE FILM
    Inside Out - WINNER
    =============================
    CINEMATOGRAPHY
    The Revenant  - WINNER
    COSTUME DESIGN
    Mad Max: Fury Road  - WINNER
    =============================
    DIRECTING
    The Revenant  - WINNER
    =============================
    DOCUMENTARY (FEATURE)
    Amy  - WINNER
    =============================
    DOCUMENTARY (SHORT SUBJECT)
    =============================
    FILM EDITING
    Mad Max: Fury Road  - WINNER
    =============================
    FOREIGN LANGUAGE FILM
    Son of Saul  - WINNER
    =============================
    MAKEUP AND HAIRSTYLING
    Mad Max: Fury Road  - WINNER
    =============================
    MUSIC (ORIGINAL SCORE)
    The Hateful Eight  - WINNER
    =============================
    MUSIC (ORIGINAL SONG)
    =============================
    PRODUCTION DESIGN
    Mad Max: Fury Road  - WINNER
    =============================
    SHORT FILM (ANIMATED)
    Bear Story - WINNER
    =============================
    SHORT FILM (LIVE ACTION)
    Stutterer  - WINNER
    =============================
    SOUND EDITING
    Mad Max: Fury Road  - WINNER
    SOUND MIXING
    Mad Max: Fury Road  - WINNER
    =============================
    VISUAL EFFECTS
    Ex Machina  - WINNER
    =============================
    WRITING (ADAPTED SCREENPLAY)
    The Big Short - WINNER
    =============================
    WRITING (ORIGINAL SCREENPLAY)
    Spotlight - WINNER
    Fonte: http://oscar.go.com/news/winners/oscar-winners-2016-see-the-complete-list

    25 February 2016

    Cinco graças

    Concorrente ao Oscar de melhor estrangeiro, Mustang parece um filme inocente sobre a história de 5 irmãs turcas que, ao saírem da escola, comemoram a entrada das férias numa brincadeira ao mar e são punidas.

    A avó, que aceita como verdade uma fofoca maldosa da vizinha, resolve casar todas as netas, trancando-as na casa - primeiro com proibições, depois cercas e por fim grades em todos os aposentos.

    O que parece ser apenas uma metáfora sobre a intolerância ao novo ou a recusa em aceitar a pós-modernidade, se transforma em crítica à totalitarismo e ao farisaísmo machista perpetrado pelas próprias mulheres.

    Como a cultura oriental costuma falar mais pelas sutilezas do que pelos embates escancarados, penso que o ponto principal é o tal relatório de virgindade - onde o privado se confunde com a expectativa social.

    Primeiro, porque categoriza as mulheres como objetos e não como pessoas. E, como objetos, seu valor é determinado pela lei da oferta e da procura, e para uso e serviço de funções requeridas.

    Pessoas são medidas pelo que são, de maneira única, e devem ser respeitadas levando em conta suas escolhas e o direito de ir e vir.

    O mais assustador é perceber que o sistema 'carcerário' é mantido pelas mulheres mais velhas, vítimas que ferem da mesma maneira que foram feridas ao invés de se tornarem agentes de transformação da sociedade.

    Para mim, fica claro que o tio abusa das meninas, não apenas verbalmente mas sexualmente - para tirar seu senso de valor e dignidade, e deixá-las à mercê para fazer o que bem entender com elas.

    As cinco irmãs reagem de maneira diferente à hipocrisia familiar: uma consegue virar o jogo casando-se com o rapaz que ama, a outra totalmente apática e confusa se submete, uma perde a razão e a vida, a outra só consegue esboçar reação mediante ao chacoalhão da caçula e surpreendentemente é a caçula quem antevê solução.

    Porque só os íntegros de corpo, alma e coração são capazes de promover mudanças e enfrentar corajosamente a vida.

    PS- Aviso aos xiitas, fundamentalistas, moralistas e afins: veja se o mal que combatem tanto não está dentro de vocês ao invés de fora.

    22 February 2016

    O lobo do deserto

    E lá vou eu conferir mais um concorrente ao melhor Oscar estrangeiro, com o coração mega apertado (espia o trailer para saber do que estou falando rsrs: https://www.youtube.com/watch?v=3_vbG89CxuQ)

    Theeb é um garoto que é filho de um sheik, mora no deserto e ajuda seu irmão.

    Por natureza, os orientais costumam ser hospitaleiros e generosos com visitantes e, a bondade de certa forma, pode se tornar uma perdição quando não existe reciprocidade por parte do outro.

    Como Theeb irá reagir?

    Abraçará a cartilha dos novos tempos ou honrará suas raízes?
    .

    11 February 2016

    A garota dinamarquesa

    WOW, um dos melhores filmes da temporada ; )!!!

    Primeiro, porque o diretor escalou um casting internacional: atores da Bélgica, Dinamarca, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha... depois, porque é uma história real. E por último, porque apesar do tema ser tão espinhoso, os atores conseguiram passar verdade em suas interpretações (basta apenas um escorregão para descambar no caricato).

    Nos idos de 1930 um pintor se descobre mulher e...

    Caaaalma, não vou dar uma de Adnet hahaha.

    O que achei lindo foi sentir uma história de amor bem contada feita de companheirismo, amizade, respeito, sofrimento (quando se quer o melhor para quem ama, ainda que não seja o melhor para a gente mesmo), sem respostas fáceis, desconforto...

    Gostei de ver a ciência representada pela classe médica nem sempre ter as respostas (por falta de conhecimento ou humildade para admitir o que simplesmente não sabe) bem como os artistas (ah, sempre eles) conseguem abrir-se para o novo sem julgar, pelo contrário, buscam compreender e conseguem soluções ainda que fora da caixa (por isto mesmo são artistas).

    Ainda sobre os artistas, gostei da Ulla (nada consegue chocá-la) e da Gerda (por ser corajosa e fazer o que precisa ser feito, e que nem sempre significa deixar de sofrer, em admitir toda gama de emoções).

    Gostei também da trajetória de Lilli, mostrada com tanta sensibilidade - sua admissão no mundo real, sua descoberta de dor, solidão, desapontamento (porque a questão da genitália é apenas a ponta do iceberg).

    Para atiçar ainda mais a curiosidade, vai lá: https://www.youtube.com/watch?v=vjq2FgjpXow

    PS- Preste atenção nos tipos que passeiam pelo enredo: homossexual, bissexual, heterossexual (sofre por amor), transgênero (que não encontra o seu lugar), gente com a mente aberta, gente preconceituosa (chegada em violência), gente que 'acha que' sabe classificar e consertar, gente que não sabe o que fazer mas se coloca no lugar do outro por isto entende... e por aí vai. E você? Que tipo de pessoa é?

    10 February 2016

    Tangerine

    Mó doido este filme (mas adorei ; )!

    O diretor filmou com I-phone e pessoas reais - ou seja, produção de baixo orçamento no climão de 1 celular na mão e 1 ideia na cabeça hahaha.

    Um travesti sai da prisão e descobre que o bofe está de namorada nova.

    Pronto, a confusão está armada: começa um desfile de tipos bizarros em situações surreais e diálogos pra lá de malucos rsrsrs.

    Gostei do humor ácido, do texto beirando o naturalismo, a criatividade para escancarar a hipocrisia tão bem envernizada...

    Fiquei triste em constatar que a vida real se aproxima demais do que foi retratado (o diretor tentou integrar os figurantes no mercado de trabalho, mas ninguém quis contratá-los - o que fez com que a maioria retornasse à vida de prostituição).

    Falta de respeito, dignidade e solidão são alguns dos efeitos colaterais que eles ganham quando abraçam esse tipo de vida.

    09 February 2016

    O regresso

    Estava mó pilhada para assistir e talvez por esperar demais ou por ter acompanhado de orelha a opinião de uma pessoa que leu o livro, sei lá...

    A fotografia é espetacular, o Leonardo di Caprio e o Tom Hardy estão soberbos... mas saí da sala com a sensação de que faltou alma (afff, tô exigente né) hahah.

    Para conferir o processo de filmagem, vai lá:

    05 February 2016

    Suite francesa

    Triste e didático ; (.

    O filme retrata de maneira crua um vilarejo francês ocupado por soldados nazistas durante a 2a Guerra Mundial.

    A mesquinharia entre os habitantes, a crueldade dos mais ricos, a licenciosidade dos mais pobres, a religiosidade oca e hipócrita, e por aí vai... 

    É neste cenário que uma jovem, cujo marido foi para a guerra, vive atormentada pela sogra amarga e viúva. 

    As duas são obrigadas a receber em casa um alto oficial alemão, que muda drasticamente a dinâmica de suas vidas. 

    Como a própria viúva diz, a guerra mostra o que cada um tem dentro de si.

    O oficial, surpreendentemente, gosta de música - o que faz a jovem se aproximar dele.

    Mas as circunstâncias que os rodeiam, impossibilitam que o relacionamento - seja de amor ou amizade - floresça.

    04 February 2016

    Son of Saul

    Estava super hiper mega ansiosa para assistir desde a Mostra (mó concorrido).

    O filme é sufocante pacas, com a câmera o tempo todo colada no personagem principal.

    Confesso que saí da sala frustrada pela falta de verossimilhança do enredo (é claro que o personagem jamais conseguiria fazer o que fez com tanta gente vigiando), mas depois comecei a refletir sobre as lacunas e vislumbrei sentido.

    Saul é um judeu que trabalha no crematório de um campo de concentração. Numa das limpezas, ele encontra um garoto ainda vivo - 2o. caso que beira até o sobrenatural, segundo relato dos internos - mas o médico 'finaliza' o processo.

    A partir daí, Saul faz de tudo para enterrar o menino de maneira digna, de acordo com os preceitos judaicos.

    Ao longo do filme, ele encontra todos os tipos de resistência e dificuldades e, o que achei interessante é que, acaba sendo uma metáfora do que é viver na pós-modernidade - uma vez que vivemos espremidos em meio a tantas demandas e obrigações que nos fazem perder o senso de transcendência.

    Apesar dos apesares, Saul não perde o foco - o que é um desafio para todos nós.

    Sobre os fiapos soltos, penso que o importante não é conseguir respostas, mas abraçar o desconforto porque a vida é feita disto também.