09 February 2018

Lady Bird

Atraída pelo trailer mordaz (aaamo dialógos afiados) e 5 indicações ao Oscar (filme, atriz principal, atriz coadjuvante, direção e roteiro original), lá vou eu conferir Lady Bird...

... sim, a história é inteligente; sim, os diálogos são ótemos...

... mas 5 indicações ao Oscar? Peloamor que os concorrentes estão fracos, hein?

É um retrato da juventude perdida americana: gente ingrata que acha que o mundo deve a eles, incapaz de reconhecer o oceano no qual os pais se encontram e de dar valor ao que de fato importa.

De poético, as angústias pelas quais todo adolescente passa: dúvidas em relação ao futuro, carreira, 1o. amor, desilusão, atração por duas pessoas ao mesmo tempo, descoberta da sexualidade, distinção entre desejo, ilusão e realidade, escolhas, interesses...

O filme serve de janela e de espelho (janela para observar o comportamento dos jovens na atualidade e espelho para olhar para nós mesmos): se somos passivos, reativos ou pro-ativos (deixa a vida me levar, bater em resposta ao outro ou com iniciativa para fazer acontecer).

Outra coisa bacana é olhar com tristeza e empatia para essa geração perdida que não sabe distinguir amor de utilitarismo, revolução de rebeldia e que, para provar que é diferente, precisa fazer sexo e usar drogas (lícitas ou não) para mostrar o que é (ou gostaria de ser).

Coisa triste.

O final é apoteótico (rodou, rodou para não sair do lugar) hahahah.

E siiim, quem não aprecia o que tem, nunca dará valor ao que poderá conquistar (pq as coisas boas da vida não estão fora e sim dentro de nós).

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